O projecto Skinenergy assume um papel de destaque no mercado das energias renováveis em paralelo com o mercado dos materiais de revestimento de edifícios. Este surge para proteger e também "alimentar" energeticamente, independentemente de se tratar de edifícios públicos ou privados de grandes ou pequenas dimensões. Este é um produto que tem à partida várias formas de aplicação, podendo ser adaptado às mais diversas soluções arquitectónicas, sejam elas a ser criadas de raiz bem como aplicadas durante a vida útil do edifício, na sua reabilitação ou remodelação.

O mercado actual não disponibiliza um produto híbrido com as características do Skinenergy na geração de energia que é ao mesmo tempo um material de revestimento flexível e com as possibilidades arquitectónicas que este material oferece, tornando-o pioneiro na sua fórmula e conceitos associados, sendo este um elemento capaz de se tornar diferenciador e inovador na área Clean Tech.

O facto de se inserir no mercado dos materiais de revestimento e ao mesmo tempo nos equipamentos de microgeração de energia, faz-lhe abrir um vasto leque de possibilidades de aplicação.

Pode ser aplicado no revestimento de fachadas ventiladas, como lâminas de sombreamento de envidraçados e cortinas de vidro, palas de sombreamento sobre vãos, revestimento de coberturas planas ou inclinadas sem fim de impermeabilização, pérgulas e coberturas de espaços exteriores como parques, mobiliário urbano, painéis de publicidade, estacionamentos ou mesmo como elementos de função decorativa aliada à capacidade de ser também gerador de energia.

A reabilitação é um dos grandes focos da arquitectura e também do Skinenergy, tanto pelas suas características como pelas suas mais diversas aplicações. Um edifício reabilitado, mesmo que seja mantida toda a sua traça original de fachadas, pode sempre incorporar este produto, seja pontualmente como apontamento de contemporaneidade, como pode sempre ser aplicado nas coberturas, tudo depende do sentido criativo dos arquitectos como também dos próprios clientes. Outras reabilitações há, em que apenas uma das fachadas é mantida, surgindo a possibilidade de reformular totalmente as restantes e ai, mais abre o leque de possibilidades de aplicação.

Outra forte possibilidade de aplicação em reabilitação é a dos espaços públicos, na regeneração e reabilitação urbana, mais concretamente com a integração e mesmo criação de mobiliário urbano, integrando o Skinenergy para gerar energia de apoio a esses equipamentos.

O facto do produto poder ser personalizado e adaptado a cada situação de aplicação, faz com que possa ser aplicado em condições que não terá visibilidade do exterior ou dos arruamentos, ou mesmo em qualquer situação excluindo a aérea, fazendo com que a questão estética não seja tão exigente, podendo também fazer reduzir assim o seu custo de aplicação. Mais uma vez se coloca a hipótese de criação de mobiliário urbano com este produto e mesmo aplicação do mesmo em equipamentos já existentes. Uma das muitas possibilidades pensadas é a criação de zonas de esplanadas usando como elementos de sombreamento (do tipo guarda-sol), estruturas criadas com o Skinenergy. Muitos dos nossos centros históricos têm até alguma desordem no polvilhar do típico guarda-sol por ruas e praças, gerando um elemento visual que por vezes se pode até transformar em poluição visual. Estes são alguns dos elementos, que se forem pensados de raiz e em conjunto com as autarquias e com a comunidade em gerar, poderão minimizar esse impacto, e julgo que o Skinenergy pode também ai dar o seu contributo.

Existe também a possibilidade de pensar em utilizações mais alargadas, como a aplicação junto aos painéis informativos das estrada e auto-estradas para os auto-alimentarem, também junto aos rail’s de protecção e barreiras sonoras para alimentação de sistemas eléctricos nas suas proximidades bem como nas linhas de comboio ou túneis. Estes locais estão na mira do projecto pelo fluxo de ar que os veículos provocam na sua deslocação que na maior parte das vezes é constante e veloz o suficiente para criar o movimento necessário ao funcionamento do sistema aliado às naturais condições meteorológicas.