Quando referimos o termo arquitectura e a ele juntamos a ecologia e sustentabilidade, não podemos nunca descurar a natureza e o mentor de parte da sua construção e ao mesmo tempo destruição, o homem. A sociedade actual leva ainda uma forma de viver que compromete muito as gerações futuras com uma visão reduzida de sustentabilidade. O forte consumo dos recursos naturais leva cada vez mais ao aquecimento global e os seus efeitos a longo prazo são cada vez mais notórios.

O poder mediático deste tema "sustentabilidade" bem como os seus mais diversos benefícios, sejam eles políticos, económicos ou comerciais, tendem a revelar-se pouco eficazes perante a urgente alteração que é necessária nos hábitos da sociedade e todas as suas práticas e hábitos. Este tema quase como que uma moda é só por si um importante contributo na forma de incutir esta temática eficazmente e de ao mesmo tempo poder fazer parte do nosso quotidiano, muito mais visível actualmente perante uma sociedade tão consumista que vive muito de estímulos visuais.

A evolução galopante a que assistimos na sociedade actual faz antever que, as gerações futuras serão ainda mais dependentes de energia do que a sociedade actual e temos de ser nós, comunidade do tempo presente a formular metodologias e critérios para que o futuro não seja tão dependente dos combustíveis fosseis como a actual e possa sim tirar mais e melhor partido das energias limpas e renováveis para a satisfação total de todas as suas necessidades e dependências energéticas. Num futuro não muito longínquo, teremos de ser capazes de obter metodologias que nos façam extrair energia apenas e só da natureza e de todas as suas fontes limpas e inesgotáveis. O mercado actual é ainda pouco abrangente para solucionar este paradigma e a arquitectura pode e deve dar um forte contributo através de fórmulas activas e passivas de integração de um modo sustentável, não descurando nunca o ciclo de vida de todas as matérias.

Estas são as premissas com que é apresentado este sistema de microgeração de energia, aliando o enorme impacto que os elementos arquitectónicos têm na sociedade às suas necessidades energéticas que são cada vez mais e mais exigentes a par de um planeta cada vez mais fragilizado. Este pretende ser um produto inovador e eficaz de gerar energia eléctrica em paralelo com a sua alta performance ecológica, ao contribuir para a redução do impacto ambiental do produto e dos edifícios, fazendo diminuir o consumo de combustíveis fósseis e de emissões de CO2 durante todo o seu ciclo de vida.